segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Mundo afora

Olho ao meu redor
O brilho das nuvens na frente do sol
Maravilhada há um segundo atrás
Perco o interesse para o colorido de qualquer coisa a mais,
Que agora já não me satisfaz

E por mais que me queiras,
Jamais serei sua por inteira
Guardo secreto,
Dentro do peito
O meu maior anseio:
Sede de vida,
Divindade perdida
Que há tanto procuro resgatar

E assim, sozinha que sou,
Gosto de vagar no meu devaneio
Perder-me por outros caminhos
Livre e sem receio

Não é por estar ao seu lado
Que sou sua,
Não é por te deixar deixar-me nua
Que eu te quero sempre me acompanhando
Mundo afora, pela rua.

Adivinha...

Sutil e animal
Palpitar de dois seres

Carne final
Do encontro de nós.
Caminho perdido

Emaranhado de beijos, bocas
Lençóis e cabelos
Tensão que desemboca
No mais profundo descansar

E nossos corpos lânguidos,
Fluidos como o mar
Abandonados ao éter da noite
Assim, ainda palpitantes
Ora calmos, ora ofegantes...

Adormece...

Se abrir de amor

Às vezes é tanto pra falar que parece que vou explodir
E fica um tempo guardado ali, naquele potinho interior que cada um tem.
Acumulando lágrimas, sorrisos, carícias, segredos.
Pois eu estou bem disposta
A fazer uma revelação de confusões
Abrir essa caixinha, e num impulso big-bang da alma
Com um tormento de beijos
Um nascer do sol de abraços inocentes
De danças eternas internas
Me abrir.

E se você vier aqui pertinho
Bem em cima de mim
Bem dentro de mim
Você vai ver que do momento
Nasce o que perdura pro resto.

E se você vive pelo todo
Presta atenção
Que do detalhe brota o amor.
Assim como da fresta
Nasce uma flor.